sábado, 1 de fevereiro de 2014

#review07

Uma garota. Um gato preto. Vários segredos.

Tudo são sombras;só sombras as sombras são.
E ela também.”
C. C. Rethir

Mais um livro da Coleção Medo da Ed. Edelbra que retrata a vida de uma adolescente sufocada por segredos que nem mesmo ela tem a capacidade de imaginar. Mentiras que guardam a verdade; a verdade cercada de mentiras.
Dora, uma garota que espera ansiosamente seus quinze anos, tem sua história contada em formato de diário, por Caio Riter, no livro A filha das Sombras. Uma menina que não sabe o mal que lhe cerca e que lhe faz sentir os sentimentos mais fortes que uma simples garota jamais poderia sentir.
Acompanhada sempre por seu gato preto, Puquerel, Dora viva com a tia, Tânia, numa casinha em algum lugar do Sul do Brasil. Uma jovem quase normal, não fosse pela mãe mais do que ausente, pai morto no dia do nascimento e alguns amigos um tanto estranhos.
A história retratada no diário de Dora mostra a dificuldade em que se viram sua mãe, Alice, e sua tia em guardar um segredo que mudaria completamente seus hábitos humanos, um segredo que a afastaria de seus amigos e a faria tomar decisões extremamente pesadas a respeito de seus sentimentos: Dora era uma bruxa.
No começo, nada foi fácil para ela, tudo ainda parecia inacreditável. Mas Dora se acostuma com seus poderes de bruxa, mesmo sabendo o que alguns deles foram capazes de fazer contra a mãe de sua amiga, contra outra amiga, no dia da prova de História.
Um detalhe que chama bastante atenção no livro, é como ele é inspirado em versos de Augusto dos Anjos, graças a citações feitas pela personagem principal, que muito se identificava com o autor.

E, mais uma vez, finalizo esta resenha do ultimo livro lido por mim da coleção Medo com um convite especial aos bibliófilos de plantão: leiam os três livros: Senhora das Névoas, Sonetos das Trevas e A Filha das Sombras, e descubram o que há de bom ou não nos arquivos secretos de ambos.

Vida longa aos leitores!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

#review06

Os últimos anos de Marilyn Monroe



 Norma Jeane mais conhecida como Marilyn Monroe foi uma atriz, cantora e modelo norte americana. É a mais comentada estrela do cinema de todos os tempos. Marilyn nasceu em 1926, morta em 1962 aos 36 anos de idade, causa provável? Suicídio. Estrelou vários filmes, dentre os mais conhecidos: Nunca fui santa, Os desajustados e Quanto mais quente melhor. Casou-se três vezes e teve diversos casos conhecidos, porém nunca teve nenhum filho. Seus ex-maridos foram Jim Dougherty, o dramaturgo Arthur Miller e o astro de beisebol Joe DiMaggio.

O livro ainda conta o período entre 1960 até sua morte em 1962, em que Marilyn se envolveu intimamente com pessoas importantes, como o presidente dos E.U.A., na época, John F. Kennedy e seu irmão Bobby e com o cantor Frank Sinatra, estes supostamente dividiram a cama com ela.




Entre outras historias, o leitor conhecerá a verdade sobre suas finanças, seus incríveis hábitos de consumo com bebidas alcoólicas, seu romance com Sinatra e os Kennedy, a comentadíssima coletiva indiscreta que ela deu a imprensa em agosto de 1962, sua lendária mensagem de despedida “Dê adeus ao presidente”, as dúvidas dos amigos na noite que ela morreu e a ocultação da verdade. Nesta biografia são revelados detalhes precisos de o quanto ela estava envolvida em escândalos.


Sobre a morte da atriz: teria ela cometido um suicídio ou teria sido um acidente? Marilyn não teria aguentado a pressão da fama? Achava que estava envelhecendo ou por causa do sentimento da solidão, que era sua companhia permanente? Ela foi assassinada pela governanta da casa dela? Por seu médico? Pela CIA? Pelo FBI? Ou, quem sabe, pelos Kennedy? (pois na época era um escândalo o presidente ter um caso com alguma estrela de Hollywood)




As discussões são acirradas até hoje. No entanto o escritor, jornalista e pesquisador Keith Badman, tentará esclarecer, após cinco anos de pesquisa em documentos confiáveis, como anotações da própria Marilyn em seu diário, fotos, recortes de jornais e revistas, arquivos, recibos, faturas e narrativas de testemunhas oculares e uma série de acontecimentos incontestáveis. Vale muito a pena ler a história de umas das maiores lendas do cinema e sexy simbol. Sinceramente, espero que o apreciem.











sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

#review05




    A historia se passa entre 1939 e 1943. A Personagem principal se chama Liesel Meminger. E quem conta essa triste historia é a própria morte, que visita Liesel três vezes em toda sua vida. Na primeira vez que a encontra, quando seu irmão é enterrado, a garota rouba seu primeiro livro: “O manual do coveiro”. No mesmo dia é levada a cidade de Molching, onde sua mãe biológica a entrega a outra família, na Rua Himmel, onde moram Hans e Rosa Hubermann. E é onde conhece seu melhor amigo, Rudy Steine. A vida ali é bem difícil, por causa da Segunda Guerra Mundial. O prato do dia, se repete todos os dias na casa dos Hubermman: a sopa de ervilha. E os livros? Bem, os livros que ela roubava, tinha um significado e uma lição. E no meio das idas e vindas do destino, Liesel e os Hubermann acolhem um judeu, Max Vandenburg, o que era extremamente errado na época, e eles os acolheram por causa de uma promessa bem antiga, feita por Hans. Depois de um tempo, Liesel e Max, criam um laço de amizade, por causa dos livros. Mas, Max teve que ir, para a segurança daquela família.






     Particularmente, eu amo essa historia, porque ela faz a gente se apegar ao contexto, aos amáveis – outros nem tanto - personagens e até à morte, pois do jeito que a morte se revela, faz com que a gente também se apegue a ela, pois, “Até a morte tem um coração”, mesmo que muitas vezes ela não demonstre que tenha algum. Essa historia mostra a simplicidade daquela época, que as coisas pequenas podem marcar muito, e reforça que o amor verdadeiro suporta tudo. Eu costumo falar que A Menina que Roubava Livros, é uma historia dentro da historia. E também, por ser um contexto não tão “fictício” assim, pois muitas pessoas naquela época passaram o mesmo, e, além disso, também mostra como a guerra é assustadoramente horrível para as crianças.


 
 

     E pra quem já leu esse belíssimo livro, vem ai uma ótima novidade: vai ter um filme dele! Pra quem não sabia dessa ótima noticia, vou deixar o link do trailer aqui (www.youtube.com/watch?v=J24AlOYHpVU). Confesso que estou super ansiosa pelo o filme, e ao mesmo tempo não, pois, podem alterar algumas coisas do texto original, o que desvaloriza a obra do autor, mas, acho que vale -muito!- a pena ver. O cartaz oficial é esse ao lado:

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

#review04

Um toque de licantropia

“De todos os monstros das trevas, o lobisomem é o que carrega a mais terrível maldição. Jamais deixa de ser uma criatura humana, sofrendo, a cada transformação, o tormento de seu lado brutal e incontrolável.”
Sonetos das Trevas foi escrito de uma maneira inusitada, a meu ver. Luiz Antonio Aguiar fala, principalmente, das ações de uma organização secreta que extermina as CMI – Criaturas Monstruosas Incontroláveis – de maneira que eles nunca as capturam para estudo e sempre eliminam pistas da existência dessas criaturas. A organização se chama Falange, e a operação em questão no livro é um lobisomem com milênios de idade.
No decorrer da caçada, são expressos sonetos feitos pelo licantropo que está na mira da Falange. Palavras românticas, outras de dor, algumas que expressam momentos de fúria, outras de arrependimento. E ainda: os sonetos despertam nossa curiosidade sobre a vida do lobisomem. O que torna este homem uma fera? O que faz a fera tomar este homem? E sempre acabamos percebendo que o lobisomem é o lado negro do ser humano.
O Coordenador de Campo V. H. Javert – como a função já determina: chefe da missão – também tem seus mistérios. Tanto é, que o próprio perseguido o entende como se o homem fosse como ele. De fato é: um homem qualquer com seus segredos ocultados por si próprio.
Ao autor e ilustrador: muito obrigado! Vocês, executando mais um trabalho belíssimo produzido pela Editora Edelbra, com a Coleção Medo, mostraram ao publico jovem a verdadeira essência de sonetos e arquivos confidenciais.

E falando em arquivos confidenciais... Como todos os livros da Coleção Medo, Sonetos das Trevas também tem um arquivo secreto. E, é lógico, não vou revelar. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

#review03

Um causo de fadas

Falar de fadas parece algo insanamente louco. Mas nem é. Eu sinceramente não acho.
Flávia Côrtes, em Senhora das Névoas, desperta um conceito mais que antiquado sobre o povo faerie, contando a história de Isabeau mais conhecida como Isa , uma adolescente na reta final do ensino médio, cheia de planos para a vida profissional e que vive um amor quase perfeito, mas acaba descobrindo que é uma fada de Ynys Afallach ou Avalon , um reino mágico onde elas habitam em perfeita harmonia.
Eileen uma faerie rejeitada pelo seu povo por tê-los traído,  apaixonando-se por um mago humano e entregando-lhe um tesouro das fadas que concedia ao seu consciente usuário a vida eterna induziu Isa a iniciar seu aprendizado em magia de fada, despertando seus poderes com intensos treinamentos noturnos.
Sempre tentando evitar que Eileen a tomasse como uma escrava, Isa perdeu, e ganhou, muita coisa. Seus sentimentos mudaram conforme vinham novos poderes e ela acaba fazendo coisas fora do comum, como ter visões, intuições e, até mesmo, ficar invisível melhor dizendo, etérea.
As últimas páginas do livro vêm lacradas por um adesivo. Seu conteúdo está protegido desta forma para conter arquivos de cujos quais não posso me referir de nenhuma forma, pois esta parte do livro é chamada ARQUIVO SECRETO DAS FADAS.
Creio que a autora teve um propósito mais que comum em escrever essa parte do livro: provocar no leitor a ânsia de descobrir em que consiste tal arquivo. Posso deixar bem claro para ela: você conseguiu. Esse foi o primeiro de vários motivos que me levaram a ler Senhora das Névoas.
Outra parte que comove na obra são as ilustrações. A ilustradora fez um ótimo trabalhando mostrando as expressões das personagens em cada capítulo.
E à editora Edelbra, que, por ser uma editora educativa, promoveu um trabalho maravilhoso na construção da coleção Medo, agradeço desde já por esta fantástica contribuição para o mundo da Nova Literatura Nacional.






sexta-feira, 22 de novembro de 2013

#report02

I Mostra de Trabalhos Artísticos, Científicos e Culturais da 
E. E. M. Tabelião José Ribeiro Guimarães

Realizada na quinta-feira (14/11/2013), a I Mostra de Trabalhos de nossa escola teve um bom desempenho, de acordo com alguns dos nossos professores.
Os alunos deram o melhor de si em relação à produção dos stands, que constituíam de, no mínimo, três componentes que se organizavam com o tema para repassar aos visitantes da exposição.
Foram retratadas profissões, seus respectivos cursos e alguns projetos científicos que foram desenvolvidos durante o ano letivo. E também foram entregues medalhas e certificados aos alunos que participaram de olimpíadas escolares e provas externas.
O que se deve tirar de proveito? Muita coisa, garanto. Muitas das barracas foram bastante movimentadas, como o stand de moda e o de música. É notável que os jovens buscam se interessar mais por essas disciplinas do que por biblioteconomia ou letras.
Mas o aconselhável é que se procure algo mais interessante. Não é só musica, teatro, dança ou moda que nos proporcionam bons momentos. Há pessoas que sonham além das mídias sociais.

 






terça-feira, 12 de novembro de 2013

#review02

A Última Nota, de Felipe Colbert e Lu Piras


“I let it fall, my heart
And as it fell, you rose to claim it
It was dark and I was over
Until you kissed my lips and you saved me

My hands they were strong
But my knees were far too weak
To stand in your arms
Without falling to your feet” Set Fire To The Rain, Adele



O livro A Última Nota, publicado pela editora Novo Século, foi escrito por duas pessoas. Isso mesmo. Dois autores deram vida ao maravilhoso mundo dos sonhos musicais e amorosos de uma jovem chamada Alícia Mastropoulos.
Felipe Colbert e Lu Piras são formados em direito e ambos tem seus livros publicados por várias editoras. Mas, um dia, Lu estava em uma conferência e conheceu Felipe, daí surgiu a idéia de escreverem um livro juntos.
Voltando a história...
Alícia tem 21 anos e mora no Rio de Janeiro com seus pais gregos, que são donos de um restaurante chamado Parádosis. D. Artêmia e Sr. Egídio (os pais de Alicia), querem que a filha se case com outro jovem de família grega, Theo. Alícia já não gostava dele, e depois do que aconteceu muita coisa mudou.
Em um belo dia, no ensaio da orquestra em que ela era spalla, a moça tocou sua música e acabou errando uma nota do final, o que deixou, daí em diante, o professor Oscar muito mau-humorado. Mas isso é o de menos.
No dia da apresentação mais importante de Alícia, ela decide trocar a música combinada, pelo professor e pelos colegas, por uma composição de seu avô, chamada Gratia. Emocionada, Alícia erra a última nota, e só quem percebe isso é sua avó que está assistindo na platéia. E daí em diante, a vida de Alícia Mastropoulos não é mais a mesma.
Horas depois, indo para casa, ela recebe um telefonema do hospital e é informada de que um rapaz foi encontrado atrás do coreto do parque Lage e chamava incessantemente pelo nome dela. E com isso Alícia preocupou-se. Seria Theo, seu noivo? Será que acontecera algo com ele? Mas não. Quando Alícia chega ao hospital, um médico a conduz ao quarto do paciente, e para surpresa e alívio dela, não era Theo. Na verdade, ela não o conhecia.
Mais tarde chamado de Sebastian pela avó de Alícia que o abriga em casa, o rapaz muda os rumos da vida da garota e os dois se apaixonam perdidamente. Mas os obstáculos só crescem a cada dia.
Quando os pais de Alícia, por conta de Theo, descobrem que a filha anda se encontrando com o tal desconhecido Sebastian, ficam mais do que irados a respeito dos costumes que lhe haviam ensinado e diziam que ela não sabia dar valor a família e as tradições gregas. Enquanto isso, Theo perseguia Sebastian pela cidade até um parque murado. Lá, os dois se envolvem em uma briga feia e Alícia vai procurá-los.
Ainda por sorte, ela encontra Sebastian a tempo. Este estava ferido e cansado, havia perdido muito sangue e estava quase inconsciente. E Alícia pede ajuda aos policiais do parque para que o levem ao hospital.
Assim que chegam, Alícia se preocupa ainda mais com a expressão do médico que a recebe. Ele diz que Sebastian corre sério risco de vida, pois tem um câncer na cabeça.
A moça entra em desespero total.
Mas sua fé na força da música é maior, mais forte e mais firme. E no dia da sua apresentação final na escola de música, Sebastian some do hospital. O que agora lhe deixara mais preocupada ainda.


Mais tarde, sua avó lhe conta um segredo que a deixou tão espantada quanto incrédula. E graças a Gratia, novamente, Sebastian aparece.